Archive for Música Popular Brasileira

Filipe Catto – Mais do Que Um Novo Talento

Com apenas 23 anos, o cantor gaúcho Filipe Catto começou sua carreira utilizando o que sua geração conhece melhor: a internet. Depois de lançar um EP gratuito na rede, ele já desponta no cenário musical nacional com influências de MPB, jazz, rock e blues. O seu primeiro álbum, Fôlego, fez sucesso com a música Saga (integrante da trilha sonora da novela Cordel Encantado). A produção do disco ficou por conta de Paul Ralphes, que já trabalhou com nomes como Caetano Veloso e Kid Abelha. Nesse álbum, Filipe apresenta músicas autorais de seu disco e canções de Reginaldo Rossi, Arnaldo Antunes, Zé Ramalho e de outros artistas que influenciam o seu trabalho.

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Bárbara Eugênia – A Nova Cara da MPB

Bárbara Eugênia também faz parte da nova geração de cantoras que despontam no cenário nacional. A cantora carioca faz música brasileira com pitadas de música francesa – uma mistura cosmopolita e contemporânea. Além da mescla de estilos, em seu trabalho Bárbara também conta a colaboração de artistas diversos, como Junio Barreto, Otto, Tom Zé e Fernando Catatau. Seu recente disco, Journal de BAD (2012),  traz músicas autorais como A Chave e Por Aí, e músicas dos amigos Fernando Catatau e Junio Barreto.

As Cantoras Brasileiras da Nova Geração – Parte 2

Como foi dito (e discutido) anteriormente aqui, muitas são as novas cantoras de talento que surgem todos os dias. Com certeza não conseguiremos falar de todas que merecem atenção, pois este não é um blog dedicado apenas à cantoras nacionais. Faremos o possível para continuar citando algumas delas e queremos agradecer a todos que postam comentários com novos nomes. Dessa forma podemos divulgar melhor essas cantoras que apresentam ótimos trabalhos. Então, dando continuidade ao nosso intuito que é disseminar boa música, escolhemos mais algumas para este post:

Tiê

Em 2009, a cantora paulista Tiê lançou “Sweet Jardim”. Aparentemente mais um disco do novo cenário da MPB paulista, não se esperava que um álbum tão intimista e melancólico, com composições de uma cantora da cena independente, pudesse agradar tantos fãs. Saindo do anonimato, Tiê espalhou sua melodia doce que fala de cotidiano e amor. Depois da boa recepção do primeiro álbum pela crítica em geral, Tiê lança “A Coruja e o Coração”, mantendo as boas composições, a pegada meio folk, acrescentando um ritmo mais dançante e algumas experimentações, como é o caso da música “Você não Vale Nada” em ritmo de flamenco. Neste álbum a cantora gravou também algumas canções de novos nomes da MPB como Thiago Pethit (Mapa-Mundi) e Tulipa Ruiz (Só Sei Dançar Com Você).

Tulipa Ruiz

Tulipa teve uma trajetória um pouco diferente de algumas cantoras. Um dos novos nomes da música nacional alternativa, a cantora estudava comunicação na PUC quando começou a fazer algumas apresentações solo e também ao lado de seu irmão Gustavo Ruiz. Além de cantora e compositora, Tulipa também é ilustradora e fez a capa de seu disco. Em 2009 participou de eventos da TRAMA e se apresentou no SESC Pompéia no Projeto “Prata da Casa”. Desde então vem recebendo ótimas críticas, inclusive referentes ao seu primeiro álbum lançado em 2010 “Efêmera”. Seu estilo musical segue a mesma linha das novas cantoras, com melodias doces e letras  poéticas e melancólicas.

Mariana Aydar

Mariana Aydar também faz parte da nova leva de cantoras paulistas que despontam da cena independente. Filha de produtores musicais, Mariana começou sua carreira em 2000, estudando canto, violoncelo e violão. No período em que morou em Paris para estudar música, conheceu o cantor Seu Jorge e passou a acompanhá-lo em turnê pela Europa. Foi vocalista da banda de forró Caruá por dois anos. Já em 2005 a cantora investiu no lançamento de seu primeiro álbum intitulado “Kavita 1”. Seu repertório é uma mistura bem brasileira, que vai do forró ao samba, passando por diversas sonoridades, criando um estilo musical bem contemporâneo.

Música do Dia: Tiê – Você Não Vale Nada

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Você brincou comigo e bagunçou a minha vida
E esse sofrimento não tem explicação
Já fiz de quase tudo tentando te esquecer
Quem me dera morrer, não posso me acabar na mão

Seu sangue é de barata e sua boca é de vampiro
E um dia eu te tiro de vez do meu coração
Aí não mais te quero, amor não me dê ouvidos
Por favor me perdoe, estou morrendo…

Eu quero ver você sofrer só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim

Eu quero ver você sofrer só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Você brincou comigo e bagunçou a minha vida
E esse sofrimento não tem explicação
Já fiz de quase tudo tentando te esquecer
Quem dera morrer, não posso me acabar na mão

Seu sangue é de barata e sua boca é de vampiro
E um dia eu te tiro de vez do meu coração
Aí não mais te quero, amor não me dê ouvidos
Por favor me perdoe, estou morrendo…

Eu quero ver você sofrer só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim

Eu quero ver você sofrer só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo o que eu queria era saber por quê

Música do Dia: Roberta Sá – Fogo e Gasolina

Você é um avião e eu sou um edifício
Eu sou um abrigo e você é um missil
Eu sou a mata e você é a moto-serra
Eu sou um terremoto e você a Terra.

O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina

Você é o fósforo e eu sou o pavio
Você é um torpedo e eu sou um navio
Você é o trem e eu sou o trilho
Eu sou o dedo e você é o meu gatilho

O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gás

Eu sou a veia e você é a agulha
Eu sou o gás e você é a fagulha
Eu sou o fogo e você é a gasolina
Eu sou a pólvora e você a mina

O nosso jogo perigoso combina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina

Música do Dia: Céu – Bubuia

Céu

Já que não estamos aqui só a passeio
Já que a vida enfim, não é recreio
Eu vou na bubuia, eu vou

Flutuo, navegando, sem tirar os pés do chão
365 dias na missão
Na bubuia, eu vou

Subo o rio no contrafluxo
À margem da loucura
Na fé que a vida após a morte,continua
Eu vou na bubuia, eu vou

Entoo uma toada em dia de noite escura,
Na sequencia, na cadencia, na fissura,
Eu vou na bubuia

Eu vou suave bebendo agua na cuia

Olho aberto, papo reto o peito como bússula
Nenhum receio do lado negro da lua
Que me guia, na bubuia

Eu vou, na bubuia, eu vou..

O destino é um mar onde vou me desfazer
Contente a deslizar na correnteza do viver
Na bubuia eu vou..
Eu vou na bubuia eu vou..

Música do Dia: Andreia Dias – O Fio da Comunicação

O Fio da Comunicação

O meu amor já não tem mais tanta frescura,
A minha vida não suporta compostura
E assimilando toda a situação,
Sigo tranqüila com muita perturbação
Espero um dia não tomar o tal Prozac
e nem perder o fio da comunicação
Na vadiagem glorifico ao meu rei,
No prosseguir, confesso também errei
Espero ser uma pessoa quase sã
pra nunca ter que conhecer o Diazepan

Maysa – A Bela “Fossa” do Brasil

A história de Maysa Matarazzo se tornou muito conhecida nos últimos anos, por causa de vários livros publicados e, principalmente, pela minisérie produzida por seu filho Jaime Monjardim para a rede Globo, onde contou a vida e a carreira desta que foi uma da maiores cantoras do Brasil. Então, para não falar o que todo mundo já sabe, vamos postar algumas músicas que faziam parte do repertório de Maysa, apenas para relembrar e homenagear esta bela cantora:

Dick Farney – Pré-Bossa Nova

Farnésio Dutra e Silva, mais conhecido como Dick Farney, nasceu no dia 14 de novembro de 1921. Carioca, Dick foi um dos nomes mais importantes da Bossa Nova. Desde criança estudava canto e piano, o que contribuiu para a sua formação erudita. Estreou como cantor em 1937 e formou o grupo “Os Swing Maníacos” com seu irmão, Cyll Farney na bateria. Dick cantava nos cassinos (na época permitidos por lei aqui no Brasil) e nos programas de rádio do Rio de Janeiro, sempre com muito sucesso. Em 1946 foi convidado para ir aos Estados Unidos, onde cantou em vários programas, inclusive na NBC. O músico também foi apresentador de programas de TV na Record (Dick Farney Show) e na recém inaugurada Rede Globo em 1965 (Dick e Betty). Conhecia como ninguém os cassinos e boates do Rio, de Nova York, de Hollywood e estava sempre rodeado de celebridades (nacionais e internacionais) como Frank Sinatra. O cantor foi responsável por reiventar a música popular brasileira, gravando samba e jazz, cantando em inglês (o que lhe rendeu a acusação de ter se americanizado) e em português.

Dick Farney, com sua voz e seu piano, cantando músicas americanas e Jazz, inspirou nomes como Nara Leão, Carlos Lyra, Roberto Menescal entre tantos nomes importantes que buscavam uma música nova e brasileira, criando desta forma, a nossa Bossa Nova. Dick gravou vários compositores, entre eles Antonio Carlos Jobim, Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes e Baden Powell. Faleceu em 4 de agosto de 1987, mas o respeito por sua contribução e por sua  musicalidade será eterno.

 

Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos

‘Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos’ é um dos discos mais esperados dos últimos meses. Lançado em Setembro nos Estados Unidos e  na Europa,  saiu aqui no Brasil em dezembro de 2009. Neste seu último trabalho, o cantor Otto consegue se superar em matéria de qualidade musical. Ao lado de músicos renomados de sua banda como Catatau e Pupillo, e de parceiros como Lirinha (Meu Mundo Dança), Céu (O Leite) e Julieta Venegas (Lágrimas Negras, Saudade), Otto gravou músicas (oito delas inéditas) que não saem da nossa cabeça. Letras ácidas, que falam de amor, saudade e desilusão, de uma pessoa que acorda uma bela manhã e percebe que as coisas não são do jeito que ela gostaria. A inspiração veio da obra ‘Metamorfose’ de Franz Kafka.  É muito difícil um álbum com esta qualidade, onde todas as faixas são muito boas. Vale a pena ouvir!

Otto

O músico pernambucano Otto, ex-integrante do Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A é cantor e percussionista e já lançou ótimos trabalhos solo, sendo sempre muito bem avaliado pela crítica especializada.

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