Archive for Jazz

The Puppini Sisters – Hollywood

Já falamos aqui sobre as meninas do “The Puppini Sisters”. Agora elas estão devolta com um novo cd, Hollywood. O estilo super retrô que remete ao Jazz e ao som das Big Bands dos anos 30 continua o mesmo. As regravações também continuam presentes. Canções como “Diamonds Are A Girl’s Best Friend”, “Get Happy” e “Hollywood”, apenas para citar algumas, merecem atenção e são alguns dos destaques deste novo álbum.

As moçoilas também cantaram com Michael Bublé em um especial de Natal da emissora NBC:

 

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O Novo e Último Álbum de Amy Winehouse

Quem aguardava ansiosamente pelo último trabalho da diva Amy Winehouse, Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasure, talvez tenha se decepcionado. O álbum foi lançado no início de dezembro de 2011 e conta com 12 faixas. Apesar de ser uma cantora super talentosa, dona de uma voz exuberante, digna das cantoras de blues e Jazz, neste disco Amy deixou a desejar…

No todo as músicas são muito boas, algumas novas versões de Valerie e Wake Up Alone valem a pena, assim como a versão de Garota de Ipanema:

A primeira impressão foi de que os produtores e a gravadora “juntou” todo material inédito para lançar, cinco meses após sua morte, um disco novo no mercado.  Depois de  todos os problemas de saúde da cantora é difícil imaginá-la lúcida em um estúdio para gravar um novo álbum, mesmo com tanta espera do público e da crítica. Bom, ele pode não ter superado as expectativas, mas continua sendo um trabalho de Amy Winehouse, ou seja, vale muito a pena ouvir!

A Voz de Caro Emerald

Com um estilo super retrô de se vestir, o que inclui belos arranjos de cabelo que se destacam no palco,  Caro exala simpatia e talento enquanto canta e encanta com sua voz suave e melodiosa, mas ao mesmo tempo forte, que lembra as grandes divas do Jazz.

Nascida no dia 26 de abril de 1981 em Amsterdã, começou sua carreira em 20o9 com o single Back It Up. Caroline van der Leeuw, ganhou vários prêmios entre 2010 e 2011 como melhor cantora e seu primeiro álbum, Deleted Scenes from the Cutting Room Floor, foi o mais vendido em 2010 nos países baixos.

Caro faz uma combinação perfeita de Jazz, Blues e Pop que contagia. Todas as músicas do disco são boas e gostosas de ouvir e quando você percebe já está cantarolando.

Delicatessen – Jazz e Bossa Nova

O Delicatessen é um grupo gaúcho que mescla no seu repertório Jazz e Bossa Nova. Formado pelos músicos Ana Krüger (voz), Carlos Badia (violão), Nico Bueno (baixo) e Mano Gomes (bateria), desponta no cenário nacional e internacional como uma das melhores bandas da atualidade. O primeiro cd “Jazz+Bossa” de 2006, recebeu indicação de melhor disco de língua estrangeira no Tim Prêmio de Música. Para um cd independente, foi um grande sucesso, vendeu mais de 16.000 cópias. O segundo cd “My Baby Just Cares For Me” é de 2008. Ana Krüger, com sua voz doce e intimista, conquista cantando clássicos como “My Melancholy Baby” e “Be Carefull It’s My Heart”.

John Pizzarelli – Jazz e Música Popular

John Pizzarelli é um artista completo: Compositor, vocalista e guitarrista. Um dos nomes mais importantes do Jazz americano contemporâneo. Pizzarelli nasceu no dia 6 de abril de 1960 em Nova Jersey, Estados Unidos e pode-se dizer que a música estava em seu sangue, já que é filho do lendário guitarrista Bucky Pizzarelli. Sua música sofre influências que vão desde a  música popular americana até a Bossa Nova (o músico já lançou CDs dedicados à música Popular Brasileira).

John passou a ganhar destaque à partir de 1993, quando passou a abrir shows de Frank Sinatra, participando na mesma década de especiais da Broadway e fazendo tributos a nomes como ‘Beatles’ e ‘Nat King Cole’. No ano de 2004, juntamente com o seu trio de músicos, lançou um CD dedicado à Bossa Nova, com composições de Antonio Carlos Jobim como ‘Águas de Março’ e ‘Garota de Ipanema’.

O músico já se apresentou em várias capitais brasileiras e neste mês de maio, faz duas apresentações no Sesc Vila Mariana em São Paulo nos dias 26 e 27 (Ingressos Esgotados).

 

The Puppini Sisters: Muito Jazz e Swing

** The Puppini Sisters**

O trio The Puppini Sisters é formado pela italiana Marcella Pupinni e por suas amigas de faculdade Kate e Stephanie. Elas se juntaram em 2004 na Inglaterra e tinham em mente um jeito diferente de fazer música. O estilo musical é inspirado no Jazz e em ritmos como o swing e as big-bands americanas. Por isso, quando escutamos as músicas das garotas, parece que viajamos no tempo, até as décadas de 1930 e 1940. Com muito swing e um visual super retrô, elas conseguem fazer com que músicas consagradas soem completamente novas aos nossos ouvidos. É o caso de “I Will Survive”, “Panic” e “Heart of Glass” regravadas no primeiro cd “Betcha Bottom Dollar”. Além das músicas contagiantes, suas apresentações remetem às grandes divas do cinema e ao glamour do burlesco, contagiando a platéia com sua animação! Todas as faixas são muito boas  por causa da  originalidade do trio.

Jazz – Ler para conhecer

Se você deseja saber mais sobre o mundo do Jazz, sobre seus maiores intérpretes,  sobre  seu surgimento, sua importância social e cultural e os detalhes deste grande movimento musical, leia:

Título:Kind of Blues – A História Da Obra-Prima De Miles Davis

Autor:Ashley Kahn

Editora:Barracuda

Páginas: 256

Preço: R$ 48,00

Sinopse: Relato da gravação do grande álbum de Miles Davis Kind of Blues. O álbum foi gravado em 1959 em Nova York e até hoje é considerado a obra-prima do Jazz. Escrito pelo jornalista americano Ashley Kahn que foi ao estúdio da Sony Music e teve acesso aos arquivos de Kind of Blue e as gravações originais. Ele  conta também o panorama musical do Jazz na década de 50 do século passado e a chegada de Mile Davis em Nova York.

Título: História social do Jazz

Autor: Eric J. Hobsbawn

Editora: Paz e terra

Páginas: 379

Preço: R$ 47,50

Sinopse: O historiador Eric Hobsbawn faz uma análise profunda da história do Jazz como um dos fenômenos mais importantes do século XX. Analisando o Jazz sobre o ponto de vista social, economico, seu público e como o Jazz se mostra às novas gerações. Livro imprescindível para adoradores do gênero.

Título: Tempestade de ritmos – Jazz e música popular no século XX

Autor: Ruy Castro

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 440

Preço:R$ 54,50

Sinopse: Neste livro Ruy Castro faz uma mistura interessante de ritmos e tendências, mas com foco no Jazz, falando da influência do Jazz para o Rock and Roll, se branco também sabe fazer Jazz etc. Confira o resultado desta miscelânea de ritmos.

Título: Jazz Life

Autor: William Claxton/ Joachim Berendt

Editora:Taschen/Paisagem

Páginas: 554

Preço:R$ 299,90 (em português)

Sinopse: As fantásticas fotos do livro foram feitas na década de 1960 pelo fotógrafo William Claxton que, juntamente com o historiador Joachim Berendt, viajaram os Estados Unidos retratando os músicos de Jazz como John Coltrane, Ella Fitzgerald, Charlie Mingus entre outros. Um livro muito bonito, já que se diferencia no formato (table book) e no conteúdo.

A evolução dos intrumentos no jazz

Como os instrumentos se apresentam no jazz

Definir uma lista de instrumentos fixos para o jazz seria injusto. O jazz adere a todos os instrumentos. É impossível dizer que algum instrumento nunca foi usado por ninguém no jazz.

O ritmo não é como uma orquestra em que o músico segue a partitura, o jazz é mais improvisação e alma, é como o músico interpreta a música.

É claro que existem instrumentos que não podem faltar e vamos listar alguns deles aqui:

 instrumentos-jazz

Bateria – A bateria no começo era utilizada apenas como marcador de ritmo, mas com o tempo foi interagindo e “conversando” com os outros instrumentos e hoje, existem bandas lideradas pelo som da bateria.

Contrabaixo – O contrabaixo tem a função de subdividir o ritmo básico e dar a base harmônica da música.

Guitarra – A guitarra é importante porque é uma mediação entre instrumentos melódicos e instrumentos harmônicos. A guitarra é geralmente uma base para o solo.

Piano – Ao longo do tempo o piano sofreu uma evolução e se tornou mais elétrico. Mas o piano acompanha o Jazz desde sua origem, e falar de um certamente é falar do outro.

Sax Alto – O sax é o instrumento de maior poder de improvisação, talvez seja por isso que ele atrai tanto a atenção e o gosto das pessoas. O que explica o grande número de sax altistas.

Sax Tenor – O sax tenor no começo tinha uma voz suave e bem colocada, onde a clareza do som era prioridade. Hoje, algumas pessoas enxergam o sax tenor como um som áspero e “nervoso”, mas essas visões são mais associadas a modismos do que à realidade sonora.

Trompete – O trompete às vezes é descartado, mas apesar de não ser um instrumento “obrigatório” no jazz, a sua história junto ao jazz não pode ser contestada. A glória do trompete caiu aos poucos com os anos, mas, no entanto os trompetistas foram durante muito tempo a voz principal dos grandes estilos de jazz.

Voz – A pesar de não ser um instrumento propriamente dito, a voz passou a ser visto como tal pois é apresentada de uma forma como trompetes, trombones ou saxofones.A voz é o instrumento mais flexível de que se dispõe.

Na verdade, o jazz encontra sua excelência na relação de músicos e instrumentos. Quanto maior a intimidade e o trabalho entre músicos, mais se improvisa e mais o jazz se apresenta da sua melhor forma. Lembrando que a forma nunca é a mesma, varia de intérprete para intérprete, de músico para músico e principalmente de momento para momento.

Fontes:Wikipedia/Ejazz

Novas bandas reinventam o jazz

Depois de décadas ofuscado, o jazz se reinventou e vem conquistando o mundo como antigamente. A busca pelo alternativo abriu espaço para bandas e cantores novos repaginarem e imprimirem suas personalidades no novo jazz.

Como sempre aberto a novas experimentações, o jazz adota a tecnologia do novo milênio. Os efeitos digitais, samplers e sintetizadores, e a miscelânea com o indie rock e a música eletrônica fazem toda a diferença nesse jazz moderno.

A banda norueguesa Jaga Jazzist é um bom exemplo disso. Com 10 integrantes, misturam o velho jazz com a modernidade e tendência do mercado. O resultado foi um sucesso não só no país de origem, mas em toda a Europa, coletando prêmios e um bom número de cópias vendidas para a banda.

jagajazzist

É claro que ainda existe o bom e velho jazz, auxiliado pela tecnologia na divulgação e gravação. Esse é o caso da cantora-revelação americana Melody Gardot, de 23 anos. Quando tinha 19 anos, Melody sofreu um acidente grave e incentivada pelo médico, começou a compor.

Seu primeiro disco é o Some Lessons  – The Bedroom Sessions, de 2005, um tempo depois veio o Worrisome Heartem 2008, e o ano de 2009 teve dois lançamentos, a compilação ao vivo Live from SoHo e o My One and Only Thrill, de inéditas.

A música Our Love is Easy ainda não tem clipe, mas pode ser conferida no Youtube em sessões ao vivo, ou apenas o áudio como podemos ver aqui:

Fontes: Wikipedia/Site oficial Melody Gardot /My Space Melody Gardot/Página Dois /JagaJazzist

 

Jazz: como tudo aconteceu

O Jazz surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 10 e 20 do século passado, mais precisamente em New Orleans, Chicago e Nova York, estados que são conhecidos até hoje pelas grandes criações no âmbito da música negra. Criado pelos negros, que já haviam desenvolvido o Blues e o Gospel, este estilo musical revolucionou a história da música. Assim como outros estilos musicais, o jazz já passou por várias transformações ao longo das décadas, criando outros subgêneros como o Swing, o Bebop, o Acid Jazz e o Cool Jazz entre outros. Jazz

O estilo surgiu em uma época que as pessoas queriam muito curtir a vida, se divertir, em um pós-guerra (primeira guerra mundial) que todos queriam apagar da memória e deixar para trás as atrocidades da guerra. Era um ritmo muito dançante com instrumentos de sons deliciosos que levavam todos à loucura. Independente do segmento de Jazz, o que não pode faltar é o improviso e o swing. Esses elementos fazem com que os músicos de jazz e o público entrem em um êxtase dançante difícil de resistir. É quase impossível encontrar uma peça de Jazz escrita e fixada como concreta, já que o grande trunfo do Jazz é a improvisação dos músicos, que utilizam instrumentos como o piano, a bateria, o contrabaixo, a guitarra, o trompete e também as vozes de homens e mulheres que conseguem expressar, de forma esplêndida, seus sentimentos.

O movimento apresentou ao mundo artistas fantásticos que fizeram história e deixaram para sempre suas marcas na memória da humanidade. Seria impossível fazer uma lista completa de todos os nomes que criaram, marcaram e ainda contribuem para que o Jazz se perpetue, mas alguns nomes são imprescindíveis:

Billie Holiday

Charles Mingus

Chet Baker

Ella Fitzgerald

Glenn Miller

Herbie Hancock

John Coltrane

Louis Armstrong

Miles Davis

Nat King Cole

Ornette Coleman

Este poema do autor Demétrio Sena, expressa os sentimentos de quem vive de acordo com a proposta do jazz, da improvisação, da alegria e da liberdade.

Gravação do kind of blue

JAZZ

Hoje quero viver feito água em moinho,
chafariz numa praça de muitos turistas,
nunca mais feito vinho curtindo em barril
nem os ítens de listas que ninguém consulta…
Já cansei de cansar, decidi ser constante,
perseguir meus intentos com tal teimosia
que viver seja instante repetido em série;
correria sem alvo, sem ponto final…
Pensar menos na vida já faz viver mais,
quero sempre querer uma nova saída
e jamais concluir que cheguei ao meu porto…
Abracei este sonho de sonhar além,
ser alguém que não cede à sedução da paz,
nunca jaz onde o tempo executa o seu jazz…

A Grande Obra do Jazz

capa do disco kind of blue Kind of Blue, este é o nome da obra-prima de Miles Davis, disco mais vendido da história do Jazz. Gravado em 1959, o músico americano reuniu em um estúdio de Nova York alguns dos maiores nomes do Jazz: John Coltrane, Jimmy Cobb, Paul Chambers, Cannonball Adderley, Bill Evas e Wynton Kelly, que faziam parte de seu sexteto. É claro que, como o bom Jazz deve ser, todas as sessões de gravações do álbum saíram de improviso. Até hoje o álbum é uma referência na música, até mesmo para outros gêneros como o Rock e a música clássica. Este ano o álbum completou 50 anos, voltando ao topo das paradas em todo mundo. Obra indispensável para quem gosta ou quer conhecer mais sobre Jazz.

Fontes:Wikipedia/EJazz/Site de poesias

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